A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 11/02/2023

O filme “A Pequena Sereia” narra a história de Ariel, uma jovem que troca a sua voz em troca de pernas para que possa passar a vida com seu amado, abordando a temática da subordinação feminina aos homens e introduzindo a temática da falta de empoderamento feminino na Brasil. Fora da ficção, é notório que a produção cinematográfica possuí verossimilhança no que tange a um tema de suma importância, a romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres. Diante disso, é necessário explicitar que a falta de camo anjas governamentais de empoderamento feminino e a indiferença populacional, sustentam o problema,

Em primeira análise, o governo tem como função primordial garantir a igualdade entre gêneros, como assegurado pelo artigo 6 da Constituição Federal de 1988, entretanto, não existe nenhum incentivo por parte do estado para que as mulheres sejam as heroínas das próprias histórias. Com isso, torna-se lógico que a falta de participação do Estado em temas de feminismo e incentivos na área, gera uma população indiferente e desinteressada, perpetuando a situação no país.

Ademais, a sociedade brasileira demonstra pouca preocupação mediante a falta de figuras fortes e femininas em contos de fadas, isso cria uma geração de crianças e jovens mulheres que desacreditam em si mesmas e apoiam a inferiodade feminina que foi ensinado à elas desde cedo. Quando o povo deixou de questionar a falta de feminismo no mundo, passou a ser alienada, de acordo com o conceito de Karl Marx, quando o ser deixa de questionar é apenas aceito aquilo que lhe é proposto, torna-o alienado. Por conclusão, nota-se que a falta de heroínas gera graves problemas que devem ser resolvidos com urgência.

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, torna-se clara a necessidade de intervenção. A fim de acabar com a inferioridade feminina na literatura, urge ao Ministério da Educação, divulgar, por meio de veículos de informação, livros e histórias que coloquem a mulher como protagonista da própria história. Isso pode ocorrer por meio de propagandas em programações de televisão. Com isso c espera-se não apenas o fim do conceito de que a mulher é o “gênero frágil”, como também o fim de casos como o de Ariel.