A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 10/02/2023
O filme “Mulher Maravilha” retrata uma heroína que tem como objetivo salvar a humanidade. A filmografia pode ser considerada uma exceção, aja vista que, na maioria das vezes, o papel central se concentra na figura masculina, gerando uma representação de inferioridade das mulheres. Esse fato pode ser atribuido ao partriacalismo presente na sociedade, além da cultura machista.
Em primeiro lugar, é necessário pontuar que essa realidade não é algo novo. Historicamente, a mulher tem sua relevância diminuida em relação a figura masculina. Isso pode ser observado nos contos de fada, nos quais a mulher espera para ser salvada ou resgatada pelo príncipe encantado. No conto “Cinderela”, a princesa encontra-se no alto de uma torre à espera do cavaleiro que vem para resgata-la. Esse fato gera esteriótipos à figura feminina como algo frágil, de menor valor, que necessita do homem para ter valor social.
Por conseguinte, esse cenário alimenta a cultura machista. Some-se a isso, a sociedade partriacal - cujo homem é visto como provedor e papel central da família, acaba resultando no estigma da personalidade feminina. Para o sociólogo Leando Karnal, as mulheres têm seu valor histórico-social diminuido ao longo dos anos exclusivamente pelo fato de serem mulheres. Não obstante, essa sociedade torna-se preconceituosa e excludente, uma vez que o cenário tende a se repetir ao longo dos anos.
Portando, são necessárias ações para se mitigar a representação de inferiodade das mulheres. Cabe ao Governo, por meio do Ministério de Educação, incluir debates e reflexões nas escolas sobre a imagem da mulher contemporânea na sociedade, com o intuito de desestigmatizar a representação das mulheres na sociedade. Ademais, ainda, o Governo, pode incluir na grade curricular do ensino, nas disciplinas de sociologia e filosofia, o tema do feminismo - que busca valorizar e igualitar os direitos das mulheres na comunidade. Com isso será possível que as gerações futuras não representem inferiormente a imagem da mulher.