A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 14/02/2023
A animação “A pequena sereia”, um dos maiores contos de fadas mundiais, conta a história de uma sereia que abdica de sua calda, família e sua voz para estar perto de seu princípe. Sob essa perspectiva, essa narração infatil, como muitas outras, mostra para as crianças que a mulher, para ser feliz, precisa estar com um homem. Assim, destaca-se a época em que os contos tornaram-se populares para o público jovem como um dos motivos principais para que as mensagens desse conto seja de caráter machista, o que resulta na perpetuação da visão de inferioridade das mulheres e ainda causando danos psicológicos nelas.
Em primeira análise, é necessário ressaltar que as histórias infatis de fanstasia tornaram-se popular durante a primeira Revolução Industrial, época na qual as crenças da sociais eram pautadas em ideologias machistas, principalmente de submissão feminina, transformando o objetivo feminino como encontrar um marido e servir a ele, sem perspectiva de uma vida independente. Dessa forma, esse tipo de estrutura é perpetuada até hoje visto que as fantasias criadas na época são contadas até hoje como histórias de romance e felicidade.
Ademais, segundo o livro “Psicanálise dos contos de fadas”, de Bruno Bettelheim, as histórias fantasiosas contadas as crianças funcionam como uma maneira de enraizar crenças e incentivar a assimilação e compreensão de problemas pessoais relacionando o conto a realidade da criança. Assim, entende-se que aquilo que é contado irá definir várias das características do futuro adulto que está submetido a escuta. Dessa maneira, atualmente, várias mulheres possuem crenças relacionadas prória inferioridade, fazendo com que elas estejam sempre esperando um herói para salvá-las, limitando suas vidas aos maridos e família e mantendo um padrão de beleza adequado para “princesas”, sem acreditar que são capazes de algo mais do que isso, o que gera problemas psicológicos como a depressão e ansiedade.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para diminuir essa situação. Para isso, o Ministério da Educação deve criar um grupo de profissionais da área da literatura em conjunto com pedagogos, por meio de verbas destinada a educação, para a criação de conteúdo que incentive a independência e não submissão da mulheres. Assim, espera-se que a futura geração não seja prejudicada.