A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 16/02/2023

A popularização dos contos de fadas teve forte influência no século XIX na Alemanha com os “Contos dos irmãos Grimm”, esses contos se difundiram pelo mundo e pelas décadas seguintes virando ainda mais familiares para os leitores. Embora feitos para que houvesse uma introdução ao mundo da mágia e fantasia, algumas problématicas foram se evidenciando ao longo dos anos, como a representação da inferioridade feminina nas histórias.

É importante enfatizar que, a objetificação das mulheres é representada desde os primórdios, sempre vistas como indefezas e incapazes de se salvar. Exemplo disso um dos maiores clássicos “A Branca de Neve”, onde a jovem para se sentir segura das maldades da madrasta precisou encontrar seis anões, e posteriormente ser salva por um princípe de um envenenamento. É indiscutivel que as mulheres necessitem ser retratadas como na série “Once Upon a Time” onde a Branca é forte, independente e capaz de se salvar sozinha.

Ademais, os legados sócio histórico culturais deixados por esses contos são vistos até hoje, em romances literários aonde a mulher apenas é completamente feliz quando encontra o amor. Portanto a geração Alfa carece por conteúdos inclusivos e igualitários, escritores mais jovens devem demontrar que as mulheres não precisam de companheiros para serem completamente felizes e realizadas, pois como o escritor brasileiro Monteiro Lobato um dia retratou " Um país se faz com homens e livros", esses devem trazer uma bagagem completa de atualidades.

É necessário portanto que, o Governo Federal por meio da Secretária da Educação, crie um projeto nas escolas de " Modifique um clássico", como forma de levar os jovens a entender que as mulheres podem e devem ser protagonistas únicas de suas histórias, divulgando em plataformas mídiaticas afim de exibir para toda a população. Junto a isso, os múnicipios devem criar por meio das secretárias de cultura, um clube de teatro municipal, com jovens de diferentes idades e classes socias, escrevendo uma nova forma de retratar as histórias mais populares tornando as figuras femininas como heróinas ou como as melhores e inssuperáveis vilãs.