A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 23/04/2023

Os contos de fadas da Disney são os mais famosos do mundo, sendo as princesas algumas das personagens mais ilustres do estúdio de animação. Entretanto, as princesas mais recentes estão perdendo espaço de aclamação do público, em comparação às “clássicas”, por serem mais emponderadas e, muitas vezes, não terem um príncipe no final da história. Isso é efeito da romantização dos contos de fadas pela representação da inferioridade nas mulheres, causada pela estutura machista da sociedade e da cultura da desigualdade.

Desde a Antiguidade, as mulheres são retratadas como figuras submissas e inferiores aos homens, sendo apresentadas como pessoas belas, recatadas e delicadas, elogios que acompanham os esteriótipos de sentimental, indefesa e intelectualmente limitada. Ao longo da história, inúmeras mulheres quebraram esses posicionamentos e acabaram gerando um assombro para as pessoas de suas épocas, como Joana D’Arc, Hedy Lamarr e Maria Quitéria. Dessa forma, aponta-se a construção ideológica da imagem inferior às mulheres como causa da ideia de capacidade limitada na cabeça das meninas.

Além disso, a contemporaneidade trouxe pouca evolução desde os eventos históricos de revolução feminina. Apesar da integração ao mercado de trabalho e até participação na política, as vozes e ações femininas são pouco introduzidas ou, quando são, levam o nome do homem que estava presente na discussão. Muitas vezes, também, as revoltas dessas mulheres podem levar à violência, princiaplmente doméstica, que podem levar ao aumento da taxa de feminicídio, quando não solucionado. Assim, mostra-se uma falta de amparo quando ocorre um crime contra as mulheres e um medo nas mães, diante da possibilidade de acontecer com a sua filha.

Portanto, a fim de combater a construção de uma concepção esteriotipada da incapacidade intelectual e manual das mulheres, cabe ao MEC (Ministério da Educação) fornecer aos estudantes e funcionários palestras coordenadas por delegadas e advogadas especialistas em penalidade de crimes contra a mulher, e aumento da discussão de pauta no ambiente escolar por meio das aulas de sociologia.