A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 25/05/2023
Na série “Once Upon a Time”, é abordada uma releitura dos mundos de fantasia na qual muitas personagens femininas se revelam valentes e corajosas. Infelizmente, a realidade é diferente e muitas obras literárias apresentam ideais antiquados. No contexto contemporâneo, os contos de fadas contribuem para a representação da inferioridade das mulheres na sociedade. Isso é fruto de uma ideia de superioridade masculina que ameaça o avanço social. Assim, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura.
Primordialmente, vale ressaltar que o ideal de uma maior relevância masculina marca diversas obras e abordam a “fragilidade” feminina. O Romance Regionalista, movimento do século XIX, é marcado pelo cuidado excessivo com as mulheres, que são obrigadas a permanecerem protegidas e são impedidas de tomarem suas decisões. Lamentavelmente, esse é o parâmetro retratado na maioria dos contos de fadas, nos quais os homens são representados como os “salvadores"e as mulheres sempre são indefesas. Assim, evidencia-se a necessidade de mudança dos enredos vigentemente para assegurar uma maior igualdade entre os gêneros.
Em segundo plano, é válido abordar que os contos de fadas servem como ensinamento para aqueles que entram em contato com eles, principalmente para as crianças. No Naturalismo, movimento artístico do século XIX, o termo “determinismo” designa que o homem é produto do meio no qual se encontra, assim aqueles expostos a uma ideia de superioridade masculina irão se desenvolver com essa mentalidade que se perpeturá, fator que dificultará o avanço social e a segurança das mulheres. Logo, urge a alteração de tal cenário.
É evidente, portanto, a existência de obstáculos para garantir a solidificação de políticas públicas que visem o fim da imagem de inferioridade das mulheres nos contos de fadas. Por esta razão, compete ao Governo Federal-órgão responsável pela manutenção em escala nacional-a elaboração de novas obras que enfatizem sobre a capacidade feminina, e garantir a distribuição nas instituições. Isso deve ser feito por meio de verbas governamentais, em parceria com escritores, a fim de acabar com essa mentalidade retrógrada. Feito isto, a problemática acabará e as personagens femininas serão valentes como em “Once Upon a Time”.