A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 13/09/2023

No século XVII, na França, o reinado de Luís XIV trouxe para o povo diversas inovações como por exemplo, os contos de fadas, que eram transmitidos oralmente para a população como uma forma de diversão. Contudo, esses contos sempre colocavam a mulher como vítima em todas as situações, fazendo referências para as mulheres daquela época e colocando elas de escanteio para que os verdadeiros heróis, os homens, se enaltecessem.

Ocasionalmente, a ideia de que a mulher é inferior e necessita ser salva nas fábulas, é perdurada até os dias de hoje em diversas ocasiões. Visto que, as mulheres conseguem se virar sozinhas, muitos homens ainda acham a ideia da necessidade válida e a figura feminina ainda é considerada um objeto de submissão para eles. Da mesma forma, muitas crianças e jovens ainda assistem aos contos de fadas e com isso, a ideia de serventia e de que a mulher precisa ser salva por um homem, é implantada na cabeça delas desde de cedo, fazendo com que acreditem nessa farsa.

Por outro lado, em 1998, a coleção de contos de fadas se transformou tendo a primeira princesa guerreira, a Mulan, que prova que as mulheres podem fazer tudo o que os homens fazem e merecem o mesmo respeito e a mesma honra. A partir desse ano, a plataforma que mais desenvolve filmes desse gênero, a Disney, inovou as princesas fazendo com que elas se tornassem empoderadas e incentivando mulheres de diversas idades.

Diante do exposto, as mulheres vem sendo cada dia mais enaltecidas pela sua força e coragem de fazer os mesmos esforços que os homens e com isso, tendo aos poucos seu espaço na sociedade contemporânea conquistado e tendo a influência dos contos de fadas atuais para fazerem seus sonhos se tornarem realidade, sem precisarem de um homem ´´ valente´´ para terem suas vidas salvas.