A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 14/09/2023
A série animada " A casa da coruja" retrata as aventuras de uma garota chamada
" Luz “, ao qual em um mundo cheio de fantasia, a personagem, enfrenta diversos desafios e trilha uma longa jornada de autodesenvolvimento. Contrariando a narrativa citada anteriormente, os contos de fadas que são perpetuados até hoje trazem uma perspectiva de submissão e inferiorização em relação a figura feminina. As mensagens desses contos são prejudiciais para formação de uma sociedade mais igualitária sendo necessário entender o mal contido em tais obras.
Em primeiro lugar, as histórias fictícias de princesas, em sua grande maioria, apresentam as personagens principais, que deveriam ter um papel de destaque e relevância, como meras figuras de passividade, que estão sempre no aguardo de uma figura masculina para resolver seus problemas, como por exemplo, é possível citar as obras “A bela adormecida”, “Branca de neve”, " Cinderela”, “Rapunzel”… sendo estas obras citadas, representantes de uma ideia extremamente patriarcal, visando espalhar um molde de como as mulheres devem ser, e esse ser, é sempre dependente e frágil com qualidades apagadas e invisibilizadas para destacar os personagens masculinos, acentuando-se assim o machismo e a desigualdade.
Além disso, esses contos propagadores de ideias retrogradas, apresentam um mal ainda mais enraizado, visto que na parte ocidental do globo, ao qual essas narrativas foram mais amplamente divulgadas, ainda nos dias de hoje apresentam essas histórias para a formação educacional das crianças, fazendo assim, com que estas adquiram um olhar limitante sobre seus próprios potenciais e o que podem ser. O livro “O conto da Aia " relata o cenário aterrorizante que essa formação pode levar, as mulheres na “República de Gilead” (local da narrativa) são vistas como figuras passivas, ao qual a função de suas existências é para proporcionar filhos e nada mais, não podendo, assim, sonhar ou sequer desejar.
Portanto, para que o mundo não se torne uma “república de Gilead”, urge que as grandes empresas que propagam esses contos, como por exemplo a Disney, criem novas histórias como " A casa da coruja”, assim, influenciando de forma mais positiva e mais igualitária, a todos, a respeito da figura feminina e sua liberdade de sonhar com diferentes possibilidades e desenvolver suas próprias capacidades.