A saúde bucal dos brasileiros

Enviada em 14/02/2022

No Egito, em 3.700 a.C, manuscritos descreviam situações relacionadas a dor de dente e inflamações na gengiva. Como diz um trecho da música do compositor Cazuza “eu vejo o futuro repetir o passado”, situações semelhantes continuam acontecendo. No Brasil, em pleno século XXI, pode-se destacar as dificuldades em conseguir uma consulta com um dentista junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a má higienização, mesmo com tantos produtos disponíveis no comércio.

Em primeiro lugar é importante destacar que até o ano de 2002, visto a demora no atendimento, o principal serviço oferecido pelo SUS era a extração dos dentes. Visando solucionar essa situação, em 2003, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Saúde Bucal - Programa Brasil Sorridente, com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento gratuito. No entanto, mesmo com sua expasão, nem todos os brasileiros, conseguem acessá-lo em sua forma integral e garantir o tratamento adequado.

Consequentemente, são recorrentes os problemas relacionados à perda dentária. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), 34 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, perderam 13 ou mais dentes e destes, 14 milhões não possuem nenhum. Essa questão também esta relacionada à limpeza diária, isso porque, muitas vezes, a população mais pobre não possui condições de adquirir a escova, creme e fio dental e assim, higienizar a boca.

Portanto, faz-se necessário que alguns ajustes sejam feitos por parte do Estado e do Governo Federal, como por exemplo, estabelecer parcerias público-privadas a fim de possibilitar, aos mais carentes, os itens básicos de higiene bucal. Além disso, é essencial que ocorra uma melhoria significativa na qualidade do atendimento oferecido à população, que haja uma maior efetivação de profissionais da área e que estes fatores acarretem na diminuição do tempo de espera nas unidade básicas de saúde. Só assim o país poderá começar a sorrir!