A saúde bucal dos brasileiros
Enviada em 08/04/2022
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da saúde bucal dos brasileiros. Nesse sentido, a negligência com os cuidados orais tem como causa a limitação de conhecimento, bem como a falta de investimento.
A princípio, a carência de informações caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso a informações sérias sobre a prática de higiene correta e as consequências do uso de cigarros, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Além disso, cabe ressaltar que a falta de investimentos é um forte empecilho para a resolução do problema. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão do zelo pela saúde da boca, é preciso investimento massivo. O SUS não absorve a demanda da população que busca atendimento odontológico, assim, os indivíduos não recebem a assistência necessária. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Para que isso ocorra, o MEC devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.