A saúde bucal dos brasileiros
Enviada em 14/09/2022
O livro “Utopia”, do escritor Thomas Morus, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é segura e igualitária. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à saúde bucal brasileira, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não somente em decorrência ao desvio de verbas para a saúde pública, mas também ao alto custo de consultas em instituições privadas. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Nesse prisma, é primordial destacar que a carência de fiscalização ao uso de verbas destinadas a saúde pública deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado para os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, apenas 20% da população tem acesso gratuito ao plano odontológico, segundo dados da pesquisa do G1 referente a 2020. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação.
Além disso, a carência de qualidade de vida da população apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com dados apresentados pelo G1, o país voltou ao mapa da fome com o percentual de 4,1% em 2022, dificultando o acesso das famílias com baixa renda ao sistema privado de saúde bucal. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que uma consulta odontológica pode chegar até a taxa de 10% da renda, ficando inviável para grande parte da população. Logo, tudo isso retarda o acesso a saúde bucal, contribuindo para a perpetuação desse quadro.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol do acesso a saúde. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias incentivar a fiscalização