A saúde bucal dos brasileiros
Enviada em 06/09/2022
Em 2004, a Política Nacional de Saúde Bucal foi implementada para ampliar o acesso à saúde bucal na atenção básica. Apesar desse avanço na prevenção odontológica, parte da população brasileira carece de cuidados com o sistema mastigatório, já que menos de 50% dos brasileiros consultaram um dentista nos últimos 12 meses, conforme dados divulgados pelo IBGE em 2020. Em vista disso, há um problema causado pela falta de conscientização sobre a higiene bucal e pela diminuição do fomento do poder público na área da saúde.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a falta de informação leva as pessoas a negligenciarem a saúde da boca. Nesse sentido, de acordo com Immanuel Kant, “o homem é o que a educação faz dele”. Sob essa ótica, grande parte dos indivíduos não criam hábitos de higienização oral, como escovação diária e consultas com odontologistas, porque nas escolas e em parte dos seios familiares não há uma educação voltada sobre a importância desse costume. Destarte, é inaceitável a continuação desse desconhecimento, visto que ele reduz a qualidade de vida das pessoas e resulta em adoecimento.
Ademais, vale ressaltar que nos últimos anos houve uma redução nas verbas públicas para a saúde, o que impacta negativamente a acessibilidade à saúde bucal. Nesse contexto, com a Emenda Constitucional número 95 sancionada em 2019, ocorreu a diminuição de investimentos públicos nos setores básicos para reduzir os gastos estatais. No entanto, essa medida resultou no aumento do tempo de espera nas filas em busca de tratamentos orais, pois sem capital as clínicas vinculadas ao poder federal não adquirem materiais para tratar os casos clínicos que chegam. Desse modo, é inadmissível a manutenção desse cenário, haja vista que esse não fornece assistência aos cidadão e precariza o sistema de saúde.
Logo, é necessário um revés nessa problemática. Para tanto, as escolas- como fomentadoras da educação- devem orientar quanto a relevância da higiene bucal, por meio de palestras e atividades, a fim de que os estudantes construam o hábito de cuidar do aparelho mastigatório. Além disso, a sociedade deve exigir do Estado maior fomento à saúde, com a finalidade de melhorar o atendimento voltado à saúde bucal. Só assim, será possível superar a questão em discussão.