A saúde bucal dos brasileiros
Enviada em 25/10/2022
A partir da Idade Média, após a Peste Negra, a sociedade da época começou a ver a importância dos hábitos higiênicos para a saúde. Em concordância a tal fato, para a saúde da boca é igualmente necessário o cuidado e a atenção, pois é algo que está diretamente relacionado, inclusive, com a autoestima e a autoconfiança de muitas pessoas. Assim, torna-se pertinente abordar a secundarização e a falta de informação envolvidas na questão da saúde bucal dos brasileiros.
A princípio, é válido discorrer a falta de prioridade da população em relação aos cuidados imprescindíveis para um boca sadia. Nessa perspectiva, o livro “Vidas Se-cas” de Graciliano Ramos, conta as dificuldades de uma família no sertão nordesti-no em busca de um lugar para ficar e um pouco de comida para sobreviver. Em consonância à obra, essa é a realidade de muitos brasileiros, os quais não conse-guem ter as necessidades básicas para uma vida confortável. Com efeito, aspectos como a saúde bucal, por exemplo, se tornam completamente secundarizados, pois a prioridade é a subsistência. Logo, nota-se que a saúde da boca ainda é elitizada, de forma que é periférico para grupos como o do livro supracitado.
Além disso, é mister explorar a desinformação acerca da importância dos cuida-dos bucais para a sociedade brasileira. Nesse sentido, Karl Marx, sociólogo alemão, afirma que é impossível agir sem conhecer as condições às quais se está inserido. Isso demonstra que se a população não tem acesso à informação adequada sobre os hábitos básicos de higiêne bucal e os locais de assistência para se consultar, ela ficará impossibilidata de agir em vista de uma boca sadia. Dessa maneira, percebe- -se que sem informação a saúde bucal dos brasileiros fica banalizada e esquecida.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar o óbice em te-se. Então, cabe ao Governo Federal o cumprimento das necessidades básicas da população, por meio de programas de distribuição de renda, com prioridade para famílias mais desassistidas e de lugares menos acessíveis, para que aspectos como saúde bucal possam ter mais atenção. Ademais, distribuição de locais de assistên-cia básica odontológica e disseminação de informação nos meios de comunicação de massa estimulariam a sociedade a cuidar devidamente da boca. Somente assim, os hábitos originados desde a Idade Média seriam, de fato, praticados no Brasil.