A substituição de brinquedos por telas: as consequências do uso de tecnologias por crianças
Enviada em 22/03/2026
Observa-se que poucas discussões efetivas têm ocorrido sobre a substituição de brinquedos por telas, e as consequências causadas por essa troca. Acerca disso, deve-se debater a respeito das grandes mídias por estimularem este uso por benefício próprio e o contexto doméstico em que os pais recorrem às telas como uma forma de entreter os filhos devido a falta de tempo e cansaço na rotina.
Em um primeiro momento, é necessário reconhecer que as grandes mídias seguem o modelo capitalista, visando sempre o lucro, mesmo que prejudique o bem estar do consumidor, que neste caso são as crianças, vistas como um alvo de fácil persuasão devido à inocência da infância. Os filmes da franquia “Toy Story” demonstram como os brinquedos eram importantes para o desenvolvimento infantil, fortalecendo vínculos, imaginação e a criatividade. Diferentemente dos tempos atuais, em que os brinquedos são deixados de lado e as telas se tornam a principal fonte de entretenimento, deixando crianças expostas a conteúdos perigosos, ao alto consumo de dopamina e o sedentarismo.
Outrossim vale postular que o contexto doméstico da maioria das famílias é decorrente de uma rotina exaustiva, a ausência de tempo e disposição faz com que muitos pais utilizem as telas como uma solução imediata para entreter seus filhos devido à praticidade e o custo quando comparada a parques, cinemas, e brinquedos, tudo isso sem pensar diretamente nos impactos que podem ser causados ao decorrer da formação da criança. Em suma, o uso de tecnologia não seria prejudicial se utilizado da forma correta, como uma ferramenta de apoio para diversão, educação e informação e acompanhada pela supervisão de um adulto.
Portanto, é necessária a ação conjunta das famílias que devem estabelecer limites e priorizar a interação social, e do estado com a regulamentação de plataformas para evitar o design viciante, e campanhas educativas com o objetivo de orientar os riscos do uso excessivo de telas. Assim, promovendo uma infância mais saudável e um uso mais sábio da tecnologia.