A substituição de brinquedos por telas: as consequências do uso de tecnologias por crianças
Enviada em 18/03/2026
Na obra “Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt aponta o impacto das redes sociais e telas em geral, na infância, detalhando o quão danosas estas podem se tornar. Haidt detalha que a substituição de brinquedos analógicos por celulares, tablets e telas é a principal causa de ansiedade na infância e adolescência. Não bastasse a problemática principal abordada pelo autor, a troca feita pelas crianças enseja, entre diversas outras consequências, não só no aumento da ansiedade, mas também na diminuição do convívio social, essencial ao seu desenvolvimento, intensificando os prejuízos causados pelo uso excessivo de telas.
Nesse contexto, os níveis de ansiedade na infância e adolescência subiram drasticamente nos últimos anos. Com o passar do tempo as redes sociais passaram a priorizar conteúdos cada vez mais curtos, rápidos e com alto potencial estimulante, o que intensificou a busca por recompensa imediata pelas crianças e adolescentes. No entanto, esse mesmo molde criado para se adaptar ao público, o insere em um circulo vicioso onde o usuário sente que necessita se manter sempre conectado por receio de ser excluído socialmente.
Não obstante, é importante ressaltar que embora a sensação de ansiedade seja alimentada nas crianças e adolescentes pelo receio da exclusão social, é fato que - em que pese estejam conectadas às telas, redes sociais e videogames - estão cada vez mais afastadas do convívio real com outras crianças ou com seus familiares. Momentos em que as crianças e adolescentes poderiam interagir diretamente com as pessoas ao seu redor, tornaram - se momentos tomados pelo silêncio e olhos vidrados nos conteúdos eletrônicos. A diminuição no convívio social direto acarreta diversas dificuldades no aprendizado e desenvolvimento das crianças, tanto no âmbito emocional, físico quanto intelectual.
Dessa forma, é necessário o impedimento do uso excessivo de aparelhos eletrônicos pelos tutores e instituições de ensino, respectivamente por meio da supervisião do uso de telas e limitação do tempo de uso, bem como proibição da utilização de telas em ambiente escolar e inserção de atividades lúdicas que fortaleçam as relações sociais. Objetivando assim, a diminuição da ansiedade e a interação social efetiva.