A substituição de brinquedos por telas: as consequências do uso de tecnologias por crianças

Enviada em 12/06/2026

“Brincadeira de criança, como é bom, como é bom”, a música do grupo Molejo retrata como eram as brincadeiras no final da década de 1990, as crianças brincavam nas ruas, pulavam amarelinha e corda, entre muitas outras brincadeiras. Porém, os jogos de rua deram lugar a jogos eletrônicos e com isso os jovens se veem cada vez mais isolados do mundo real, e cada vez mais presentes no mundo virtual. Nesse contexto, é importante destacar as implicações e consequências desse novo jeito de “brincar” na saúde dos jovens brasileiros.

Nesse sentido, é fácil notar a diferença entre crianças que ficam muitas horas em frente às telas e as que não. Tal questão foi abordada em um estudo feito pela Datafolha, revelando que mais de 80% das crianças de 0 a 6 anos são expostas a mais de 2 horas de tela por dia, o que pode acarretar em problemas no desenvolvimento físico e mental, levando a problemas como ansiedade e depressão, o que consequentemente gera uma baixa tolerância à frustração. Isso demonstra a necessidade da criação de políticas de combate ao uso de tela pelos jovens.

Além disso, jovens que passam tempo excessivo em telas, além do risco elevado de desenvolverem doenças mentais, também ficam suscetíveis a sofrerem com crimes virtuais. Isso acontece porque acabam acreditando em qualquer pessoa que finja ser criança e do bem. Recentemente foi retirado o chat da plataforma de jogos Roblox, a qual crianças das mais variadas idades faziam uso, e muitas sendo vítimas de pedófilos. Dessa maneira, verifica-se a urgência de uma maior fiscalização do tempo de tela das crianças e jovens.

Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve criar um currículo da brincadeira, a fim de estimular a diversão fora das telas. Com isso, as escolas deverão destinar uma parte da carga horária para realização de atividades recreativas, essa medida deve ser implementada por meio de oficinas de capacitação pedagógica, as quais incluem dinâmicas de ludicidade e psicologia infantil, capacitando os professores para assim ocorrer o estímulo durante as brincadeiras.