A substituição de brinquedos por telas: as consequências do uso de tecnologias por crianças

Enviada em 19/08/2026

O filme “Toy Story 5”, de 2026, retrata o conflito entre os brinquedos tradicionais e a tecnologia, evidenciando como a chegada de um tablet modifica a forma de brin- car da personagem Bonnie. Embora retratada de forma fictícia, a narrativa ganha verossimilhança, tendo em vista que o uso de dispositivos eletrônicos tem se tor-nado cada vez mais presente na infância. Desse modo, convém ressaltar que a substituição dos brinquedos por telas pode prejudicar o desenvolvimento infantil e favorecer a exposição indevida da imagem das crianças.

Em primeiro plano, a utilização excessiva de dispositivos eletrônicos pode prejudi-

car o desenvolvimento infantil. Nesse contexto, o termo “chupeta digital” é utiliza-

do para caracterizar o uso de celulares e tablets como forma de acalmar ou distra-

ir crianças. Assim, ao substituir brincadeiras, atividades físicas e interações sociais pelas telas, os responsáveis podem limitar experiências fundamentais para o de-

senvolvimento cognitivo e social durante a infância. Dessa forma, a naturalização desse hábito contribui para que a tecnologia ocupe um espaço que deveria ser des-

tinado às vivências próprias dessa fase.

Além disso, vale ressaltar que a exposição infantil no ambiente virtual também re-

presenta uma consequência da presença excessiva das tecnologias na infância.

Nesse sentido, o filme brasileiro “Salve Rosa”, protagonizado por Klara Castanho, retrata a trajetória de uma influenciadora mirim submetida à intensa exposição nas redes sociais. Assim, a obra evidencia como a transformação da infância em conte-

údo pode ultrapassar os limites da privacidade e da proteção, submetendo crian-

ças a julgamentos, cobranças e situações para as quais ainda não possuem maturi-

dade. Dessa maneira, a exposição precoce da imagem infantil nas plataformas digitais evidencia a necessidade de maior responsabilidade dos adultos diante do uso dessas tecnologias.

Conclui-se, então, que a substituição dos brinquedos por telas e a exposição da imagem infantil devem ser combatidas. Para isso, o CONANDA, órgão responsável pela promoção dos direitos infantojuvenis, deve promover campanhas nas redes sociais, na televisão e nas escolas, orientando responsáveis sobre os riscos dessas práticas. Assim, espera-se garantir uma infância saudável e protegida.