A substituição de brinquedos por telas: as consequências do uso de tecnologias por crianças
Enviada em 15/07/2026
A novela infantil, “As Aventuras de Poliana”, apresenta o personagem Mário como um amante de jogos eletrônicos, mas esse hábito se torna prejudicial quando seus estudos e convívio social são substituídos pelas telas. Fora da ficção, esse comportamento relaciona-se com os jovens da geração atual, que dedicam bastante tempo aos celulares e computadores durante o dia. Assim, nota-se que essa problemática tem relação com a falta de intervenção familiar prematura e políticas públicas ineficientes.
Nesse sentido, o documentário “O Dilema das Redes” apresenta situações em que jovens recusam a interação direta com familiares e amigos para se dedicarem aos dispositivos eletrônicos, mesmo que seus familiares os incentivem a guardar os aparelhos. Na realidade, tais situações ocorrem, pois jovens e crianças são expostos às telas desde muito cedo, gerando circuitos de dopamina e ânsia por jogos e redes sociais.
Ademais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), existem limites de exposição aos aparelhos eletrônicos que devem ser respeitados por jovens. No entanto, essas condições não são atendidas por falta de alcance dessas pesquisas, pois o Estado não se posiciona ou proporciona que a mídia e as instituições públicas divulguem essas informações.
Portanto, cabe ao Estado, por intermédio do Ministério da Educação, órgão responsável por formular e executar a Política Nacional de Educação, tornar essa problemática uma discussão pertinente nas escolas, por meio de palestras educativas para adultos e crianças, a fim de conscientizar a população do país. Dessa maneira, tais desafios poderão ser amenizados.