A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 28/06/2022

Atualmente, com o avanço da tecnologia, muitos alunos passaram a trocar seus cadernos por tablets, com o pensamento de que isso tornaria mais fácil e prático o ato de realizar anotações para a aula. Entretanto, essa troca é extremamente prejudicial ao aluno, uma vez que a anotação digital gera um aprendizado menor, o que acaba resultando em alunos que terão um desempenho muito inferior ao esperado.

Recentemente, com o advento da pandemia, milhares de alunos passaram a anotar suas aulas digitalmente, tanto por fotos da lousa, quanto por texto no celular. Contudo, esses métodos alternativos de anotação são prejudiciais ao aprendizado do aluno, de acordo com um estudo publicado na revista de psicologia Psychological Science, a anotação à mão ajuda a reter mais informações, uma vez que é necessário interpretar e entender o que o professor fala, para escrever, o que não acontece com anotações digitais.

Ademais, com essa redução do aprendizado, se tem uma redução no desempenho escolar, como pôde ser observado durante o período de ensino a distância obrigatório. Isso pode causar muitos problemas, como maior frustração de jovens por terem mais dificuldade de obter um ensino superior público, além da criação de profissionais menos qualificados, o que por sua vez pode causar muito mais problemas.

Conclui-se, então, que ao utilizar meios digitais para realizar anotações, o aprendizado do aluno é negativamente impactado, o que pode causar muitos problemas futuros. Portanto, para poder conter esses danos, o Ministério da Educação junto do Ministério da Ciência e o da Saúde e de Governos estaduais, deveriam criar grupos de estudo nas escolas, em que professores, junto de neurologistas, ensinarão as melhores formas de estudar e de como ter um rotina que auxilie no aprendizado, além de banir o uso de aparelhos eletrônicos durante a aula. Dessa forma, o desempenho escolar aumentará, e menos problemas serão causados pela qualificação insuficiente de profissionais.