A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 02/09/2022

Na Idade Moderna, a Revolução Industrial, trazia o avanço e a melhoria na produção, todavia, os trabalhadores eram explorados, regrendindo a escravidão. Dessa forma, a história é congênere ao atraso cognitivo na substituição de notebooks por cadernos. Nesse prisma, avulsa-se dois aspectos relevantes: O regresso acadêmico e o aumento da desigualdade acadêmica em escolas públicas e privadas.

Em primeiro lugar, com a substituição dos cadernos por notebooks, os estudantes difundem o lazer com os estudos causando um menor aproveitamento do aprendizado. Em 2020, o mundo foi tomado pelo Covid 19 e as escolas tiveram que se adequar ao EAD, logo após, a IBGE comprovou que os alunos sofreram um atraso catastrófico, principalmente nas matérias de matemática e português.Sob essa ótica, ao invés de estudarem, os alunos se distraíam e acabavam não conseguindo administrar, logo, os eletrônicos retardaram o aprendizado.

Ademais, é notório que essa substituição aumentaria a desigualdade social na educação, afinal, a realidade na rede privada é totalmente diferente na rede pública. Segundo o poeta francês, Victor Hugo, a evolução social funciona como uma engrenagem, enquanto um avança o outro é esmagado. Consoante a tal situação, as oportunidades são diferentes para aqueles que podem pagar, com isso, os estudantes de escola pública seriam prejudicados e não teriam o mesmo aproveitamento.

Por fim, é de suma importância que o Ministério da Educação intervenha no cenário atual. Urge que, influencie os professores a desafiarem os alunos, os estigando a criarem seus próprios conceitos de forma dinâmica e divertida, através de mapas mentais, cartões respostas e desenhos. Por meio de aulas que questionem e tire o aluno do senso comum, somente assim, a tecnológia não atrasará a educação e não aumentará a desigualdade, fazendo com que não se repetita o mesmo da Revolução Industrial.