A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 02/07/2022
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, ocorrida no século XX, trouxe muitos avanços para o mundo, com destaque para os computadores. Nessa perspectiva, nos dias atuais, houve um incremento ainda maior das tecnologias no dia dia das pessoas, haja vista que os smartphones, tablets e notebooks são constantemente encontrados, sobretudo nos ambientes escolares. No entanto, todo esse conjunto de inovações tem gerado impasses nos processos pedagógicos hodiernos, de uma vez que são hipervalorizados os usos desses recursos e abandonados os tradicionais e funcionais métodos de ensinos em salas de aulas.
Sob esse viés, tornou-se comum o uso de tablets e notebooks em escolas e universidades, o que é passível de contestações. Nesse contexto, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Michigan, 75 por cento dos alunos perdem o foco das aulas ao usarem as tecnologias para lhes auxiliarem. Tal fato gera uma reação em cadeia de fracassos na educação, pois os professores se sentem desestimulados pelo baixo apredizado dos seus alunos e estes acabam saindo da escola sem saber o mínimo para as suas vidas. Tudo isso causará, no futuro, a massificação da formação de pessoas que não sabem o necessário.
Outrossim, o sucateamento dos métodos clássicos de ensinos tem sido muito impulsionado, principalmente pelos governantes. Como prova disso, pode-se mencionar que 81 por cento das escolas públicas do País possuem salas de informática, dados estes coletados pelo Censo Escolar. Essa conjuntura gera preocupações sociais, de uma vez que o sistema de ensino brasileiro não possue um método para a devida integração dos computadores no aprendizado. Assim, é nítido que, hoje,as tecnologias não substituem o papel do ensino tradicional.
Portanto, urge a intervenção do Estado para sanar os impasses sobreditos. Logo, o Ministério da Educação deve criar um plano nacional para uma gradual conexão entre os métodos tradicionais e os tecnológicos de ensinos nas escolas, por meio da cooperação entre pedagogos e cientistas da computação. Com isso, terá um método claro de ensino que induza ao aprendizado, estimulando os professores e os alunos para uma formação de cidadãos pensantes. Fazendo-se isso, o Brasil estará trilhando um caminho no qual a educação será mais proveitosa.