A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 11/08/2022

O romance filosófico “Utopia” -criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI-retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à substituição dos cadernos por aparelhos eletrônicos. Dessa forma, entre os fatores relacionados a esse segmento, podem-se destacar a importância da escrita e a sua substituição pelo ensino remoto.

Mormente, cabe analisar as vantagens da escrita para o aprendizado. A série “Anne with an e” conta a história de uma menina que ama ler e desenvolve sua paixão pela escrita através dos livros. Por analogia, as anotações a mão tem se tornado cada vez mais despensáveis na sociedade, no entanto, ela é de extrema importância no desenvolvimento de diversas capacidades cognitivas nos jovens e crianças. Desse modo, ela contribui para a memorização, compreenção e desempenho, o que traz benefícios a vida escolar de vários alunos.

Por conseguinte, o uso excessivo de aparelhos digitais pode tornar-se um empe- cilho a ser discutido. Segundo o empresário americano Steve Jobs “a tecnologia move o mundo”. Sob essa perspectiva, o uso de notebooks e tablets tem se torna- do cada vez mais populares entre os estudantes, por serem um meio mais prático de ensino. Entretanto, o seu uso pode servir como um mecanismo de distração e diminuir a produtividade e a própria aprendizagem. Logo, eles podem promover um atraso cognitivo na vida dos estudantes, o que contribui para a perpetuação desse quadro deletório.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar esse impasse. Para tanto, o governo federal -Poder Executivo no âmbito da União- deve orientar os professores a permitirem o uso de aparelhos eletrônicos em aulas específicas e monitoradas. Isso seria realizado por meio do Ministério da Educação, a fim de utilizar a internet como uma ferramenta de auxílio na sala de aula. Espera-se, com isso, concretizar a “Utopia” de More hodiernamente.