A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 08/07/2022
A partir do descobrimento do papiro em 2500 a.C, no Egito Antigo, os egípicios tiveram um grande avanço em conhecimento, pois podiam anotar informações, porém tinham que decorá-las por causa da escassez desse material. Atualmente,
além das pessoas terem abundância de papel para estudar e fazer suas anota-
ções, elas possuem instrumentos tecnológicos que optimizam essa tarefa. Entre-tanto, apesar de todo esse avanço comparado ao passado, esses novos meios
tecnológicos de estudos não apresentam a mesma efetividade no aprendizado
em comparação a escrever no papel.
Em primeiro lugar, usar dispositivos eletrônicos ao invés de papel não é eficien-te. Isso porque, segundo o médico Korand Lorenz, ganhador do prêmio Nobel, o
processo de aprendizagem funciona como uma “carimbada”, no qual ele exempli-fica na experiência do nascimento de patos, os quais adotam como mãe o primei-ro ser que virem em sua frente. Somado a isso, o pedagogo Pierluigi Piazzi aplicou a descoberta de Korand ao processo de escrever em papel ou em dispositivos e
descobriu que esse fenômeno é inexistente quando usado tablets e computado-res, por exemplo. Além disso, também ocorre o fato de as pessoas não resumi-rem as informações escritas nos eletrônicos devido à rapidez que um teclado rea-liza essa função, o que denota menos esforço cognitivo comparado à pessoa que
utiliza o papel e resume o conteúdo para optimizar tempo e espaço.
Em segundo lugar, os aplicativos disponíveis nesses dispositivos causam distra-ções no momento dos estudos.
Em segundo lugar, os aplicativos presentes nesses eletrônicos causam distra-ções no momento dos estudos. Isso acontece por causa dos mecanismos usados
por eles para alertar os novos acontecimentos, como por exemplo quem foram as
últimas pessoas a curtirem e comentarem suas fotos nas redes sociais. Ademais, outro fator que corrobora para isso é o fato de alguns dispositivos serem peque-nos ao ponto de dificultar a vigilância da autoridade sobre diversos alunos, caso o ambiente seja uma sala de aula.