A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 04/07/2022
A evolução nos mostra que nosso corpo passou centenas de milhares de anos se moltando para o que é hoje, por outro lado, não houve tempo suficiente para adaptar-se aos tempos modernos. Logo, criando uma incompatibilidade entre o uso da tecnologia e como os seres humanos aprendem , principalmente, com a educação. Visto que existe uma forte relação entre a utilização de aparelhos eletronicos durante o ensino com a diminuição da aprendizagem. Devido a nossa falta de atenção para observarmos como o cerebro humano funciona, dito isso é fundamental dissertar sobre o tema, pois ler é o ponta pé da aprendizagem.
Em primeiro lugar, é certo ressaltar que a tecnologia pode automatizar processos cruciais para o pleno entendimento da didática. Segundo o brasileiro Miguel Nicolalis, neurocientista renomado, quando o cerebro tem ajuda para aprender, ele o entende que não é importante armazenar tal informação. Nesse contexto, o uso de cadernos eletronicos que corrigem automaticamente palavras erradas e calculadoras a disposição destroem todo o processo de conexões neurais que fazem o cerebro de fato compreender.
Em segundo lugar, é valido dizer que com equipamentos digitais ocorre uma grande perda de ferramentas sensoriais como a memória muscular na hora de escrever, ou a textura das folhas que ajudam a reter melhor o conteúdo. Assim tornando tudo padronizado, nesse mesmo sentido, Isaac Newton, físico renomado, declara na sua terceira lei, “para toda ação há uma reação de mesma intensidade e sentido contrário”. Analogamente, quanto mais tentamos agilizar nossa capacidade cerebral, mais, infelizmente, a tornamos lenta e ineficáz.
Portanto, é notório que para aperfeizoarmos a capacidade cognitiva dos buscadores de sabedoria é necessário haver mudanças concretas no ensino. Diante disso, os orgãos responsáveis pela educação em seus respectivos paises devem elaborar metodologias eficases de ensino, de acordo com o funcionamento do cerebro humano, com a orientação de neurocientistas experientes no assunto. Ainda mais, retirando acessórios eletronicos que diminuam a eficacia da metodologia elaborada, sendo aplicada em todo o setor educacional para em fim entrarmos em simetria entre tecnologia e evolução.