A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 05/07/2022

O caderno digital

Instagram. Twitter. Facebook. E-mail. Youtube. O mundo da tecnologia está cada vez mais abrangente em diversos segmentos, inclusive na área educacional, principalmente em escolas. Todavia, isso não necessariamente significa algo positivo já que o uso de novas ferramentas é distorcido por uma falta de noção dos alunos para utilizarem da maneira correta, como também seus benefícios não são tão vantajosos, uma vez que, nem todos podem ter acesso a essa ferramenta.

A princípio é necessário ressaltar que a presença da internet e notebooks em escolas é cada vez mais constante. Entretanto, muitos jovens não possuem a maturidade necessária para lidar com a evolução do caderno de papel para o “caderno digital” e acabam atrasando seu próprio desenvolvimento, pois as várias possibilidades de conteúdo da web parecem bem mais interessantes, a exemplo das mídias sociais, especialmente durante horários menos prestigiados, como os horários de aulas. Segundo pesquisa realizada pela universidade de Winona, 64% dos alunos usaram o laptop para rede social e conversar com os colegas. Logo, a distração da tecnologia é o maior inimigo do aprendizado e da disparidade social.

Além disso, é preciso mencionar que a utilização de computadores em redes públicas de ensino não é assegurada a todos os estudantes sendo mais um pilar da desigualdade social presente no país. Nas salas de aula de gerações passadas as folhas de papel costumavam ser o meio de interação que unia os colegas, seja por “cartinhas”, “bilhetinhos” ou aviõezinhos, eram como muitas relações interpessoais começavam. Infelizmente na contemporaneidade, os famosos “apps” tomaram conta de tais relações, por conseguinte alguns jovens não foram incluídos nessa atualidade, corroborando a teoria de tempos líquidos, onde nada é feito para durar ou ser sólido do filosofo Zygumnt Baumman.

Portanto, o uso de laptops deve ser desanconselhável em todaas as salas de aula, em virtude de ocasionar tantas mudanças negativas, sejam pessoais ou intelectuais. Diante dessa premissa, o Ministério da Educação, com auxilio de psicologos deve promover palestras que alertem para tal risco, em todas as redes de ensino. Desta forma, o aprendizado será de fato maior e mais constante.