A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 05/07/2022
De acordo com a revista estadunidense de psicologia, “Psychological Science”, a escrita à mão melhora na compreensão do assunto estudado nas escolas. Porém, apesar desse fato, muitas pessoas insistem em utilizar computadores e tablets em ambientes educacionais, o que, segundo essa mesma revista, causa redução no desempenho e no entendimento dos estudantes. Nesse contexto, são evidentes problemas como a lacuna educacional e a má influência midiática.
Em primeiro plano, há a questão da lacuna educacional. Segundo o filósofo Aristóteles, “a educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”. Assim, pode-se afirmar que há uma tentativa das escolas em “adoçar” o processo amargo do aprendizado, de modo a tentar deixá-lo mais atrativo para os alunos; e uma maneira de fazer isso é permitir o uso de tecnologia como substituta para caderno e lápis. Contudo, essa tentativa é falha, pois os estudantes perdem-se em meio as redes sociais e as mensagens e tornam-se dispersos em relação ao conteúdo ensinado.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a má influência midiática. Conforme o filósofo Pierre Bourdieu, “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Entretanto, de forma a contradizer Bourdieu, as redes sociais tendem, por meio do sensacionalismo e do excesso de informações, a oprimir o corpo social, de forma a tornar-se um vício para grande parte das pessoas. Dessa maneira, essa atenção especial dedicada as mídias, como o Instagram, distraem constantemente os estudantes, os quais, com o uso de computadores em sala de aula, deixam de ter um bom desempenho estudantil.
Diante disso, uma solução faz-se necessária. Para isso, as escolas deveriam banir o uso de celulares e de tablets durante as aulas, por meio de uma lei oficial proposta pelo Poder Legislativo, com o intuito de melhorar o desempenho dos alunos com a escrita à mão. Ademais, o colégio deveria promover palestras com psicólogos, fora do horário escolar, para alertar os perigos do excesso do uso das redes sociais, a fim de concientizar os alunos. Em suma, os estudantes notarão que, apesar de amargo, o ensino “à moda antiga” tem um doce resultado.