A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 11/07/2022

No ano de 2020 com a chegada da pandemia, as pessoas foram obrigadas a mudarem o estilo de vida para se adequarem ao cenário em que estavam vivendo, uma delas foi a integração do uso de dispositivos eletrônicos tantos em meios de estudo em casa, o formato EAD, quanto na própria sala de aula, entretanto, isso pode prejudicar não só os alunos como os professores também.

Em primeira análise, é compreensível a tentativa de integrar os meios tecnológicos com os estudos visando um melhor desempenho, porém, isso não é tão viável como esperam, pois, grande parte dos alunos sofrem dificuldades em focar e concentrar nos estudos visto que o estudo pelo formato EAD no conforto de casa apenas tende a dificultar ainda mais a quebra desses obstáculos, além de que a integração de notebooks e tablets serem mais uma adição a esse impasse, já que estariam mais favoráveis a entrar em redes sociais ou jogos.

Em segunda análise, no processo de aprendizagem, conforme a revista Psychological Science o processo de digitação faz com que o aluno perca desempenho, uma vez que ao digitar os movimentos dos dedos são padronizados e o resultado são varias palavras juntas, causando um bloqueio de retenção de informação, em contrapartida, ao escrever o processo leva mais tempo e essa ação de desenhar a letra de diferentes formas no papel faz com que o cérebro fixe e associe mais o conteúdo

Logo, fica evidente que a agregação de notebooks e tablets no formato de aprendizagem na sala de aula não é eficiente. É necessária uma forma de lei nas escolas proibindo o uso desses aparelhos, usando apenas a forma de escrita a mão afim de promover uma alta retenção de informação, junto a isso, palestras incentivando aos pais o controle sobre o aluno em casa, bloqueando sites de jogos ou redes sociais quando estiverem utilizando o formato EAD como forma de remediar a falta de concentração dos alunos e assim, terem um rendimento melhor.