A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 19/07/2022
Computadores e tablets tomaram conta de restaurantes e cinemas, substituindo atendentes com o intuito de tornar os pedidos e outros serviços mais eficientes e práticos. Porém, o uso desses aparelhos como substitutos dos cadernos causam um atraso no aprendizado, tanto por ser uma fonte de distração, quanto por que parte dos alunos não tem acessos aos tablets e notebooks.
Primeiramente, o uso de tablets e notebooks como cadernos servem como fonte de distrações. No trânsito, não é permitido o uso de aparelhos eletrônicos, para acessar as redes sociais, enquanto se esta no volante, pois prejudicam a atenção plena do motorista, podendo causar acidentes. Sob este viés, o uso desses aparelhos como cadernos geram distrações como as do trânsito, porque os mesmos são usados para acessar as redes sociais, que são grandes distrações, gerando “acidentes” no aprendizado do indivíduo.
Em segunda análise, parte dos alunos das escolas não acesso a estes recursos tecnológicos. No filme “Lillou e Sthitch”, da Disney Pixar, Lillou é excluída do seu grupo de colegas por não ter uma boneca, e sim ter algo visto pelas colegas como inferior, isso a deixa triste e com um sentimento de exclusão. Como no filme, estas situações podem acontecer na vida real com alunos que não tem acesso a tablets e notebooks, apenas aos cadernos de papel, por causa de sua renda, trazendo sobre si um sentimento de exclusão, prejudicando seu aprendizado produtivo por se sentirem desta forma.
Portanto, é evidente que a utilização dessas tecnologias como cadernos causam distrações e sentimentos de exclusão, provocando um atraso cognitivo. Por isso, é necessário que a Secretatia de Educação junto com o Governo Federal, incentivem o uso do caderno de papel, por meio de palestras, nas quais irão explicar a importância do uso do mesmo para evitar distrações e obter um melhor entendimento dos conteúdos. Isso tudo com a finalidade de evitar que haja perca de atenção no aprendizado e exclusão de pessoas.