A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 14/07/2022

A Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra a partir da metade do século XVIII e que se espalhou pelo mundo, causando grandes transformações e inovações em relação á tecnologia. Atualmente, essa tecnologia reflete em pautas educacionais, já que, alunos pretendem substituir a metodologia brasal por aparelhos eletrônicos. Com isso, se destaca duas problemáticas: o retardo cognitivo do estudante pela metodologia passiva e a disperção de muitos alunos na sala de aula.

Diante desse cenário, podemos destacar que segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o ato de escrever à mão ativa sentidos neurais diferentes no cérebro e a sua carência pode inibir tais regiões causando alguma defasagem. Sendo assim, é comprovada a ineficiência de aparelhos eletrônicos, como tablets, na educação e aprendizado do indivíduo, visto que, a utilização de tais aparelhos é reconhecida como uma metodologia passiva, que não ativa certas regiões neurais do cérebro que se fazem importantes para um bom aprendizado, ocasionando no retardo cognitivo do estudante, por não haver atividade naquela região.

Outrossim, é notória a correlação do uso tablets em instituições de ensino e a disperção de estudantes em sala de aula. Na medida em que, os algoritmos presente nos aparelhos foram programados para viciar o usuário na plantaforma, logo, utilizando esses materiais o estudante se encontra disperço, pois há no dispositivos diversos gatilhos para que o usuário consuma conteúdos presentes nas redes não requeridas no momento oportuno. Além disso, essa idéia se comprova no documentário da Netflix, “O dilema das Redes”, em que programadores relatam a luta dos algoritmos em prender a atenção do usuário ao máximo.

Portanto, medidas governamentais se fazem necessárias para resolver a problemática abordada. Por conseguinte, cabe ao ministério de educação por meio de um projeto de lei, inserir palestras em instituições educacionais a fim de conscientizar e esclaresser aos estudantes os malefícios cognitivos que a substituição da escrita em cadernos por dispositivos tecnológicos podem acarretar.

Com tais medidas, espera-se a conscientização e evolução dos estudantes.