A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 28/07/2022

A Revolução Técnico-científico-informacional, também conhecido como Terceira Revolução Industrial, iniciou um novo paradigma no que tange a presença da tecnologia nos meandros da sociedade humana. Deste modo, a substituição do caderno por notebooks e principalmente tablets, tornou-se uma pauta importante quanto ao seus verdadeiros benefícios. Sendo assim, nota-se que a inserção da tecnologia nos processos educativos é uma séria incógnita, relacionada ao seu uso esclarecido e aos benefícios reais.

Em primeira análise, a eficácia de uma ferramenta é diretamente proporcional à sua correta utilização, consequentemente a forma que a tecnologia é inserida no meio educacional é determinante para a sua eficácia. Desta maneira, segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, “O homem é o que a educação faz dele”. Por conseguinte, a inserção da tecnologia em sala de aula carente de um esclarecimento sobre os seus modos de utilização e as consequências de um mal uso, deixa a cargo das circunstâncias o que de fato deveria ser um processo guiado.

Ademais, é relevante ressaltar a não neutralidade do avanço tecnológico e científico relacionado à dinâmicas, potencialmente, construtivas ou destrutivas no meio ambiente. Assim, segundo o fundador da Apple Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Desta forma, é perceptível a inutilidade da oposição às transformações promovidas pela tecnologia, contudo é importante garantir o melhor aproveitamento de tal avanço, como por exemplo os benefícios ligados a preservação ambiental resultante da obsolescência de artigos como cadernos, produtos oriundos da exploração de árvores pela indústria da celulose.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para nortear as transformações no meio educacional no que tange ao uso da tecnologia. Logo, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve orientar a utilização do uso de tablets em salas de aula. À esse respeito, com condução pedagógica, os cadernos devem ser substituídos por tablets com canetas digitais, para que não haja déficit em termos de estudo ativo, escrita e anotações manuais, além disso, tais recursos devem ser democratizados e disponibilizados pelo Estado. Nesse sentido, espera-se que o ser humano aprenda a utilizar as ferramentas tecnológicas de forma construtiva para o progresso social, ambiental e educativo.