A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 17/07/2022
Desde os surgimentos dos computadores e da internet, aceleraram os processos de troca de informações. Nesse sentido, a forma de ensino evoluiu, se adequando aos novos meios tecnológicos, como tablets e notebooks. No entanto, o uso indiscriminado deles pode acarretar problemas aos alunos, como falta de desconcetração. Dessa maneira, deve fazer uma ponderação entre o acesso aos aparelhos eletrônicos e as formas de aprendizagem.
Primeiramente, é preciso destacar que de acordo com a atual Constituição federal do Brasil, é de competência da União, dos Estados e dos Municípios o acesso à tecnologia. Com esse viés, os seres humanos devem se adpatar com a evolução dos aparelhos informatizados, gerando agilidade nas anotações e processos de pesquisa. Logo, ao utiliza-los em sala de aula, podem aumentar os registros de conteúdos por parte dos discentes. Pois, antigamente, era comum os professores pedissem aos alunos que copiassem textos dos livro à mão. Agora, com os aparelhos digitais aceleram esse processo.
No entanto, é importante destacar que a escrita de textos cursivos envolve a mente de forma diferenciada em comparação ao digitar em computadores, como descrito por pesquisadores do “The Journal of Learning Disabilities”. Dessa maneira, além de uma possível falta de retenção de conhecimento, ainda pode gerar distrações aos estudantes. Já que, a cada ano, aumentam o número aplicativos disponibilizadas pela internet, podendo fazer o aluno desviar do foco.
Dado o exposto, para que continuem sendo utilizados as inovações tecnólogicas de forma benéfica nas escolas, é necessário que os membros do Poder Legislativo criem leis específicas, a fim de que se permitam a utilização de tablets ou notebooks em casos necessários, por exemplo, em pesquisas e em simuladores. De modo que não seja permitido, caso o professor queira, anotações referente aos conteúdos ministrados.