A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 26/07/2022
Em 1976, Steve Jobs, juntamente com Stephan Wozniak, criava o primeiro computador pessoal, o que depois de alguns anos de evolução se tornou o conhecido notebook da atualidade. Esta tecnologia revolucionou o mundo e afetou todas as áreas humanas, inclusive o apreendimento cognitivo. Hoje, o computador e demais tecnologias hodiernas tomaram o lugar das antigas formas de estudo, como o livro e o caderno, e isso tem prejudicado a evolução cognitiva, uma vez que tem alterado a forma de pensar e o poder de concentração das pessoas.
A priori, o uso de computadores tem afetado o raciocínio humano. Segundo o livro de Nicholas Carr “O superficial: o que a internet está fazendo com o nosso cérebro”, o cérebro humano está se acostumando cada vez mais com as sentenças curtas e superficiais lidas na internet, e isto tem alterado a forma como ele trabalha. Assim sendo, além do pensamento cada vez mais simplista, a escrita se adequará mais à forma digitada e à linguagem usada na internet, de modo que poucos conhecerão realmente a norma culta e a forma correta de escrita.
Ademais, tais tecnologias também afetam a concentração. De acordo com o documentário “O Dilema das Redes”, a missão das redes sociais é manter o usuário focado o máximo de tempo nelas, e usa das notificações para manter a atenção dos internautas. Desta forma, o grande fluxo de notificações aparecendo na tela do computador enquanto é usado na sala de aula, pode cumprir o seu papel de chamar a atenção para as redes, e desconcentrar o aluno da aula, sendo prejudicial para os estudos.
Portanto, considerando os aspectos supracitados, faz-se clara a necessidade de medidas que contornem a situação. Desde modo, o Ministério da educação deve, por meio de leis estudantis, proibir o uso em grande escala de computadores e celulares em sala de aula, permitindo apenas para fins necessários. Desta forma, poderá garantir-se maior avanço cognitivo e educação para todos.