A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 21/07/2022

Com a 3ª Revolução Industrial houveram diversos avanços técnico-científicos, incluindo aparelhos de celular, notebooks e tablets que, entre outras coisas, começaram a substituir cadernos e aprimorar a forma tradicional de educação. Simultaneamente, porém, observa-se que essa alteração, ao invés de ser uma evolução, configura um atraso cognitivo. Assim, faz-se nescessário analisar os motivos para que o uso de notebooks em sala de aula seja um problema.

A princípio, é imperioso notar que o uso de celulares e etc. aumenta o nível de distração dos estudantes. Sob essa ótica, a Real Academia Espanhola, através de um estudo, constatou que quando estamos trabalhando ou estudando em frente a um computador, mudamos o foco de atenção a cada 47 segundos. Dessa forma, visto que é necessário uma atenção direcionada estritamente ao objeto de estudo para que a aprendizagem seja efetiva, o uso de aparelhos tecnológicos assume uma face maléfica.

Em segundo plano, verifica-se que o uso de cadernos convencionais, apesar de ser considerado, muitas vezes, obsoleto, é extremamente vantajoso para o aprendizado. Seguindo essa linha de raciocínio, o Centro de Pesquisa da Universidade de Michigan averiguou que fazer anotações à mão ajuda na fixação e memorização das informações. Sendo assim, uma vez que a utilização de cadernos ajuda na retenção do conteúdo estudado, sua substituição por tablets e notebooks se torna um problema.

Em suma, a substituição do caderno por notebooks e tablets caracteriza um atraso cognitivo por diversos motivos. Dessarte, a fim de sanar os impasses sobreditos, o Ministério da Educação - por meio de políticas públicas - deve promover integração ( e não substituição) entre os métodos tradicionais e tecnológicos de ensino. Espera-se, assim, que a educação fornecida seja efetiva em tornar estudantes em cidadãos pensantes.