A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 31/07/2022
À medida que a tecnologia desenvolve novas ferramentas que facilitam a rotina diária das pessoas, novos debates são levantados sobre seus benefícios ou seus malefícios. Nesse sentido, a atual questão é a substituição do caderno por notebooks e tablets nas escolas. Embora a tecnologia auxilie na maioria dos casos, esse, em específico, pode transformar-se em um grave atraso cognitivo, seja pelo prejuízo da escrita, seja por corroborar com as distrações no ambiente escolar.
Primeiramente, os cadernos possuem uma função primordial de ajudar a desenvolver a escrita, o que seria totalmente perdido com a introdução da digitação nos notebooks. Nesse sentido, alguns indicadores de alfabetização, como o novo questionário do IBGE, determinam que uma pessoa alfabetizada é aquela que sabe ler e escrever. Contudo, esse quesito básico, da escrita, será totalmente prejudicado ao se retirar da prática escolar diária das crianças nas escolas com a substituição dos cadernos. Dessa forma,os índices de alfabetização poderá tornar-se baixos futuralmente com a introdução de notebooks ou tabletes nas escolas.
Ademais, os notebooks possuem inúmeras outras funções que podem facilitar a distração dos alunos. Sob esse âmbito, é nítido perceber que, com a introdução das redes sociais, a capacidade de concentração das pessoas diminuíu, visto que, por exemplo, vídeos curtos, como do TikTok, são mais assistidos do que vídeos longos, já que os indivíduos não conseguem focar por muito tempo em um mesmo assunto. Dessa forma, fornecer um instrumento no ambiente escolar com disponibilidade de acesso fácil as redes sociais e esperar que os alunos prestem atenção nas aulas é muito ilusório e idealista.
Portanto, é claro que, os notebooks e os tabletes facilitam a vida dos seres humanos, porém, não como uma ferramenta educacional. Assim, é necesário que o Ministério da Educação - órgão responsável por determinar as diretrizes básicas da educação - proiba a introdução de notebooks ou tablets durante às aulas, a não ser as de informática. Além de fornecer palestras com professores e diretores das redes públicas e privadas para explicar detalhadamente e, por meio de pesquisas, o quão prejudicial essa substituição é para os alunos. Dessa maneira, o desenvolvimento educacional dos alunos não será prejudicada.