A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 03/08/2022

Com o avanço da tecnologia, diversas áreas da sociedade se prestaram aos seus serviços, fazendo com que o ambiente escolar também sofra seus efeitos, e na atualidade vive o dilema de adaptar ou não os meios de aprendizagem à tecnologia. Toda via, esse contraponto, apresenta pós e contras, uma vez que adaptar o material didático para aparelhos tecnológicos pode contribuir para o distanciamento social e também diminuir a eficiência da memória. Diante disso, é fundamental estudar seus benefícios e malefícios e decidir se aplicá-lo é um avanço

É válido destacar, antes de tudo, que a tecnologia pode distanciar os estudantes, gerando alienação, uma vez que todas as dúvidas podem ser retiradas de assistentes como o Google, ao invés de retiradas por interação entre colegas. Em consonância com isso, o filme Ron Bugado, critica o uso da tecnologia na relação social, uma vez que o melhor amiga do personagem principal, é uma criação tecnológica. Fora da ficção a troca do material escrito a mão pelo aparelho pode contribuir para que os alunos avancem tecnologicamente e atrasem socialmente.

Além disso, os aparelhos podem contribuir para diminuição da eficiência dos estudos, uma vez que, pesquisas divulgadas pelo centro envolver, comprovam que utilizar papel e caneta para escrever é fundamental. Análogo a isso, Albert Einsten diz que " O Espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia, ou seja, utilizar materiais prontos disponíveis na web, como os PDF, pode tornar o estudo passivo, pois o cérebro humano não precisa mais raciocinar nem escrever, contribuindo para regresso na escrita. Isso prova que há mais malefícios do que benefícios, em substituir o método tradicional de estudos por aparelhos avançados

Portanto, modificar o estudo atual, sem antes estudá-lo, pode criar um déficit na educação. Diante disso, cabe ao Ministério Público criar programas de interação social, como aplicativos com dúvidas tiradas entre os próprios alunos, caso a tecnologia consiga substituir o caderno, de modo que o estudo não seja substituído pela alienação, e também, que o Ministério da educação, crie programas eficientes com seu uso, como sistemas que bloqueiam o uso de aplicativos que não sejam educacionais, durante o uso em ambiente escolar. Quem sabe assim, a substituição do método tradicional não tenha como consequência o regresso educacional.