A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 04/08/2022

No século XX, ocorreu a revolução técnico-cientifico-informacional que trouxe muitas inovações em campos como a robótica e a informática, dando destaque aos computadores e tablets. Nesse âmbito, atualmente, a tecnologia faz parte do dia a dia da maioria das pessoas, inclusive no meio escolar, na qual foi instituída para facilitar o aprendizado dos alunos substituindo os cadernos por computadores, porém, instituindo essa tecnologia nas salas de aulas trouxe problemas como a facilitação dos alunos a perderem a atenção e com o passar do tempo, deixar eles mais preguiçosos.

Em primeiro plano, está claro que normalmente os jovens utilizam a tecnologia como forma de lazer. De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Michigan, 75% dos alunos perdem o foco das aulas ao usarem as tecnologias para lhes auxiliarem, sendo uma boa parte desse número, se desfocam nas redes sociais e jogos online. Com esses dados pode-se analisar que ao substituir os cadernos pelos aparelhos eletrônicos, seria mais fácil dos estudantes perderem a atenção, o que prejudicaria no desenvolvimento deles.

Em segundo plano, os alunos atuais têm cada vez mais a tendência de tirar fotos do quadro ou da lição ao invés de copiar. De acordo com uma pesquisa feita pela neurocientista norueguesa, Audrey van der Meer, a escrita cursiva cria mais atividade nas partes sensório-motoras do cérebro, ajudando a melhorar o aprendizado e a memorização. Escrever com as mãos ajuda tanto crianças quanto adultos a aprenderem mais e memorizarem melhor. Diante disso, a substituição dos cadernos e livros por computadores e tablets só estaria facilitando aos alunos que parassem de escrever, o que deixaria eles mais preguiçosos e não seria algo positivo para o aprendizado.

Portanto, os cadernos não deverão ser substituidos por notebooks, ao invés disso, o Ministério da Educação deve criar um plano nacional para conciliar os métodos de ensino de antigamente e os atuais, com uma reunião com professores e cientistas da computação, a fim de não fazer com que a tecnologia saia do âmbito escolar, mas sim, apenas auxiliem os alunos no que é preciso, sem atrapalha-los.