A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 09/08/2022

A Revolução Tecnológica, que vem aocntecendo ao longo dos anos, altera constantemente a relação do ser humano com a tecnologia. Nesse sentido, a inserção no âmbito educacional de aparelhos móveis, como notebooks e tablets, reflete essas mudanças na sociedade. Entretanto, mesmo que pareça uma evolução sem precendentes, não há dúvidas sobre a necessidade de cautela para a utilização desses aparatos nas intituições de ensino, dado o difícil controle do ambiene virtual. Assim, cabe avaliar esse cenário de forma crítica, para que se

Em primeiro plano, é fundamental apontar o cerne dessas mudanças comportamentais. Sob essa óptica, percebe-se a tendência dos indivíduos em correlacionarem o avanço da sociedade exclusivamente ao melhoramento tecnológico, de modo que hábitos mais antigos, como escrever em papel, são considerados ultrapassados. Contudo, é fato que essa concepção é errônea e superficial, pois diversos estudos revelam um menor desempenho escolar e maiores dificuldades de concentração entre os estudantes que utilizam eletrônicos nas salas de aula. Desse modo, infere-se que a tecnologia também possui

Outrossim, os efeitos da inserção não controlada desses dispositivos em ambientes de estudo acentua a exclusão digital. Isso pode ser verificado de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual indica que um em cada cinco brasileiros não possuem acesso à internet. Ademais, é evidente que o insuficiente controle dos professores para com as condutas dos alunos na rede é preocupante, já que os estudantes podem subverter a lógica da produtividade e se distraírem em redes sociais, por exemplo. Consoante o físico alemão Albert Einstein, a tecnologia já ultrapassou a humanidade. Com isso, verifica-se a urgência de debater sobre esse assunto.