A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 10/08/2022
No filme “Wally”, muitas atividades diárias passam a ser realizadas por robôs, fazendo muitas pessoas passarem o dia em ócio, o que gerou uma grande defasagem intelectual a longo prazo. De maneira análoga, no Brasil, diversos materiais escolares vêm sendo substituídos por equipamentos eletrônicos. Assim, a substituição do caderno por notebooks e tablets representa um atraso cognitivo, pois causa uma diminuição do estímulo cerebral e um possível aumento de problemas de saúde.
Nesse contexto, é necessário apontar a redução da estimulação do cérebro como principal consequência da problemática. Isso acontece porque a prática da escrita no caderno, segundo uma pesquisa realizada pelo jornal Globo, induz o desenvolvimento de diversas habilidades cerebrais, como a coordenação motora e a concentração, e, infelizmente, aparelhos eletrônicos não produzem o mesmo efeito. Dessa forma, crianças que utilizarem equipamentos tecnológicos para suas atividades escolares exercitarão menos seus cérebros e manifestarão menos competências mentais na vida adulta.
Outrossim, é importante ressaltar o possível aumento de problemas de saúde como decorrência do contratempo. Isto ocorre porque os aparelhos eletrônicos são tecnologias muito recentes, de modo que seus efeitos maléficos a longo prazo ainda são pouco conhecidos. À vista disso, a exposição frequente de estudantes a notebooks e tablets pode levar ao desenvolvimento de transtornos de saúde graves que ainda são inexplorados. Essa situação é sugerida por um estudo realizado pelo Hospital Albert Einstein, que revela que equipamentos tecnológicos podem gerar uma piora na visão e no sono das pessoas, além de outras sequelas que ainda estão sendo investigadas.
Dessarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação precisa, então, impedir o uso de aparelhos eletrônicos como principal recurso educacional nas escolas por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que as escolas que usarem equipamentos tecnológicos no lugar dos tradicionais sofrerão uma multa em dinheiro. Com essas ações tem-se o objetivo, portanto, de evitar um atraso cognitivo no Brasil.