A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 19/08/2022
A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi elaborada para delinear os direitos fundamentais de todos os cidadãos. No entanto, essa teoria não tem sido vista e uma abordagem prática, pois até mesmo a substituição de notebooks por notebooks e tablets na sociedade brasileira os impede de garantir os direitos humanos, criando uma invisibilidade social que tem levado muitos chagas, por exemplo, à negligência do governo e, ou uso excessivo da tecnologia.
Em primeiro plano, a negligência do governo é vista como um obstáculo para a solução do problema. Segundo a filosofia da filósofa Hannah Arendt, a proteção do espaço público garante as condições para a livre prática e a manutenção da cidadania. Nessa perspectiva, a falta de infraestrutura prejudica os cidadãos. Este fato é validado no processo de substituição de laptops por laptops e tablets, pois não há investimento público em infraestrutura e é difícil resolver o problema.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da inação do governo. Thomas Hobbes acreditava que o Estado tinha a responsabilidade de garantir o bem-estar do Estado. Nessa perspectiva, pode-se inferir que o Estado deve desempenhar o papel de proporcionar as condições ideais para garantir os direitos dos cidadãos. No entanto, o que se observou no caso da substituição do notebook por um notebook foi que essa obrigação não foi cumprida, fazendo com que o problema persistisse.
Perante esta situação, o problema deve ser intervencionado. Para isso, o governo federal deve reverter a negligência do governo por meio de financiamento para melhorar a educação básica. Tais ações também podem ser postadas nas mídias sociais para o público conhecer. Ao mesmo tempo, é preciso intervir na negligência governamental que existe no problema. Dessa forma, será possível uma sociedade que realize os direitos garantidos pela Constituição de 1988.