A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 23/08/2022

A Antiguidade Clássica, período precursor do nascimento das artes cênicas, filosóficas, matemáticas e literárias, tem como base um aspecto social muitas vezes ignorado pelo senso comum, mas que abrange todos os tipos de conhecimento: a linguagem. Esta que, fora e ainda é alvo de muito estudo em todos os continentes e que tem transformado cada vez mais a comunicação, seja de forma verbal ou escrita, as novas tecnologias são incríveis e inovadoras, com a ousada promessa de substituir o famoso papel e caneta de vez, mas que traz o seguinte questionamen-to, afinal, será que estamos perdendo aos poucos a capacidade cognitiva?

Em primeira análise, como já citado, a linguagem está intrinsecamente ligada as artes em geral desde os primórdios da natureza humana, como expôs Yuval Harari no Best Seller “Sapiens - Uma Breve História da Humanidade”, no qual o autor destaca que toda ferramenta trabalhada, tanto o martelo quanto os smartphones, são frutos intelectuais, ou seja, fazem parte do desenvolvimento mental e cultural, já que quando utilizadas em prol do aprimoramento cientifico ou pessoal, tendem a elevar a capacidade intelectual, não reduzi-la.

Concomitantemente, é imponente presença das novas tecnologias no dia a dia. Desde então, planilhas, caléndarios, correspondencias, documentos, listas telefônicas e inúmeras ferramentas de trabalho e comunicação já foram transferidas majoritariamente para as mídias digitais, democratizando o acesso e expandido o número de consumidores, bem como os livros digitais que, de acordo com um levantamento feito pela revista “Veja”, superou a venda de livros físicos no ano de 2020, consolidando a força das midias eletronicas e digitais em colaboração com o desenvolvimento socio-cultural e intelectual.

Por fim, a presença da tecnologia deve ser incentivada e garantida numa sociedade cada vez mais conectada. Logo, é necessário o papel ativo das instituições tecnológicas em conjunto com o Governo Federal para manter e aprimorar a interação homem-máquina, subsidiando projetos culturais e economicos inseridos na realidade virtual, a fim de democratizar tantos conhecimentos que antes eram só para a os mais abastados, e dessa forma, deixar de vez que ideias fortes sumam através de folhas de papeís frageis.