A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 20/09/2022
Steve Jobs, um dos fundadores da empresa “Apple”, disse que a tecnologia move o mundo. Sob essa perspectiva, é importante perceber que mudança não é sinonimo de avanço. Além do mais, ao observar o cenário de substituição de cadernos por notebooks e tablets em algumas instituições de ensino, é visto que tal mudança é, na verdade, deletéria. Os alicerces desse problema são: as distrações presentes nos aparelhos e a redução do aprendizado.
Principualmente, deve-se entender que, nesses dispositivos, o aluno pode se distrair facilmente. De acordo com a compositora Libby Larsen, o grande mito do nosso tempo é que a tecnologia é comunicação. Nessa ótica, depreende-se que, mesmo que o objetivo seja facilitar a comunicaçao com o professor, quando o estudante tem sua atenção roubada por notificações ou mensagens alheias provindas dos dispositivos, essa comunicação é findada.
Ademais, é preciso reparar na redução do aprendizado causado pelo revés. Nesse sentido, conforme pesquisa publicada na revista “Psychological Science”, alunos que realizam anotações à mão apresentam melhor desempenho em provas. Dessarte, ao trocar o caderno pelos aparelhos, o desempenho dos escolares cairá, fazendo com que todo o investimento financeiro e empenho os estudantes e professores seja jogado no lixo, uma vez que tudo isso foi feito para melhorar o aprendizado, porém, na prática, piora.
Torna-se evidente, portanto, que a substituição do caderno por notebooks ou tablets, no âmbito escolar, é danosa e precisa ser impedida. Para tanto, o Ministério da Educação deve, por meio da criação de uma lei, barrar essa substituição, que se mostrou ineficiente, com o fito de retornar com o uso do caderno. Assim, ao remover a tecnologia da equação, consoante a ideia de Libby Larsen, a comunicação voltará a fluir.