A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 07/10/2022

A revolução Técnico-Científica ocorrida no século XX, permitiu o avanço e distribuição da tecnologia em todos os setores da sociedade. Nesse sentido, o uso de notebooks e tablets em salas de aula geram controvésias, pois apresentam vantagens e desvantagens ao serem empregadas no ensino. Porquanto, possuem a capacidade de revolucionar a docência, em contra partida afetam negativamente o desempenho do discente.

Em primeira análise, é válido destacar o caráter transformador que a tecnologia apresenta para o magistério. Nessa ótica, o educador Paulo Freire em seu livro “Pedagogia do Oprimido” aponta para a necessidade de mundança da dinâmica do aprendizado, o qual deve se tornar algo mais ligado ao cotidiano e a realidade do indivíduo. Nesse sentido, o uso de aparelhos eletrônicos permite o estabelecimento de uma ponte entre a sala de aula e o mundo exterior. Logo, possui o potêncial de revolucionar a educação, por meio da integração do ambiente de ensino com conhecimentos externos e diários.

Além disso, apesar de seu potêncial positivo, a aplicação real aponta para danos ao rendimento do estudante. Desse modo, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, o usos desses aparelhos em aula diminui o desempenho dos discentes, em contrapartida o uso da escrita tradicional com papel e caneta, reflete em uma performance superior. Isto é, sob nenhuma circustância o uso do caderno deve ser substituido por notebooks ou tablets, fazendo-se necessário o uso conjunto de ambos para o melhor rendimento das atividades relacionadas ao aprendizado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de um conssenso entre as ferramentas tradicionais e as eletrônicas. Nesse prisma, cabe ao Congresso Nacional, por meio da modificação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, estipular o uso de aparelhos eletrônicos como linha auxiliar do ensino, ou seja evitar a completa dominação da computação sobre o processo de aprendizado, a fim de encontrar um equilibrio entre o fisico e o digital. Dessa forma, permitindo que todos os benefícios de ambos sejam desfrutados durante o exercício do saber.