A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 21/09/2022

No contexto geossocial brasileiro, substituir cadernos físicos por aparelhos eletrônicos com funções parecidas é, além de prejudicial para crianças do ensino básico, completamente inviável no sentido financeiro. O elemento de prejudicialidade provém principalmente de dois fatores: primeiro, a avariação do desenvolvimento cognitivo infantil advindo do baixo estímulo à escrita e socialização. Segundo, as multifunções que são responsáveis pela salga do preço dos tablets e notebooks, que nesse caso seriam os substitutos principais do caderno.

Assim, mesmo que inegavelmente tragam certa praticidade para a educação, quando usados para ensinar indivíduos preciopuamente em uma faixa etária de entre 3 a 11 anos, notebooks ou tablets não passam de um mau investimento. Visto que, de acordo com um estudo do National Institutes of Health (NIH), o córtex cerebral, responsável pelo raciocínio e pensamento crítico, é reduzido em crianças que passam mais de duas horas em frente a telas. Coisa que deve ser completamente evitada, principalmente quando fala-se do ensino fundamental.

Ademais, é imprescindível o destaque da impossibilidade de existir uma substituição homogênea dos cadernos pelas telas por todo o país. Sendo isso motivado pela falta de investimento público em escolas de ensino básico, parte pela baixa na execução da verba em educação que de acordo com o Inesc, entre 2019 e 2021, caiu em R$ 8 bilhões, passando de R$ 126,6 bilhões para R$ 118,4 bilhões, parte pela maior concentração do recurso em ensino superior. Por consequência, não é possível que tablets subistituam cadernos, porque não são todas as crianças que poderão escolher entre os dois.

Portanto, para que exista a mínima possibilidade, não da substituição, mas da inserção de notebooks e tablets no modelo educacional brasileiro, cabe ao ministério da educação redirecionar o recurso econômico de forma igualitária, para que o ensino básico consiga acrescentar com qualidade as novas tecnologias. Também ofertando, juntamente com profissionais da pediatria e psicanálise do MS, cursos que orientem os professores, para que saibam como e quando usar o artifício tecnológico. Assim tornando o que seria prejudical em eficaz.