A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 23/09/2022
Na era da informação atualmente vivenciada no mundo inteiro, surgem ferra-
mentas de pesquisa e anotação extremamente eficazes, como notebooks e tablets.
Entretanto, apesar de suas inúmeras utilidades, num contexto de aprendizado
como as salas de aulas, tais métodos provaram-se pouco eficientes, atuando como distratores. Portanto, faz-se válida uma análise dos fatores que tornam o uso de eletrônicos um antagonista ao ensino.
Conforme publicado pelo New York Times, a manuscrita é muito mais lenta e trabalhosa que a digitação, o que exige uma capacidade de síntese do estudante, o
que não existe quando se utiliza um eletrônico, marcando com mais dificuldade a memória do aluno. Também foi experienciado pela Academia Militar dos Estados Unidos que o desempenho de alunos em aula sem o uso de eletrônicos é maior que daqueles com telefones desligados sobre a mesa, este que por sua vez é maior que daqueles utilizando notebooks e tablets para fins de pesquisa.
Ademais, há o exemplo europeu, já utilizado como referência para os principais métodos de ensino no Brasil. Foi efetuada a proibição do uso de celulares em sala de aula na França, Itália, partes da Espanha e Bélgica, enquanto professores de Portugal e Alemanha batalham por isso. Vale também a citação da China e Estados Unidos, potências econômicas que também aderiram a essa proibição, entretanto, apesar de já haver uma lei atuante a esse respeito no Brasil, há uma falha quanto ao cumprimento, uma vez que os estudantes adotam uma postura de rebeldia e insistência no uso de celular em aula para fins não disciplinares.
Por fim, percebe-se a necessidade do cumprimento da lei citada para manuten-ção do ambiente de sala de aula. A atitude deve partir das instituições escolares in- dividualmente, uma vez que cada uma possui suas próprias normas. É recomendá-
vel o uso de um espaço dedicado para os eletrônicos de todos, onde possam ser acessados com o fim das aulas ou pedido do professor, assim evitando a distração e uso indevido da máquina.