A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 28/09/2022
A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com objetivo de delinear direitos básicos para todos os cidadãos. Entretanto, tal teoria não tem sido vista na situação atual do país, uma vez que a substituição do caderno por notebooks e tabletes ainda é uma pauta a ser discutida, e isso se dá por causa da negligência governamental por parte da falta de investimentos na área tecnológica e descaso com a situação educacional brasileira.
Em primeiro plano, observa-se a falha governamental como entrave no que tange ao problema. Segundo o pensamento da filósofa Hannah Arendt, a preservação do espaço público assegurar as condições da prática da liberdade e da manutenção da cidadania. Por esse ângulo, ausência de infraestrutura prejudicar o cidadão. Esse fato é verificado na substituição do caderno por notebooks e tabletes, tendo em vista que não há investimento público na infraestrutura, dificultando a solução do problema.
Além disso, no Brasil, estavam previstas no Plano Nacional de Educação, uma mudança no ensino que seria instituído em 2017, cujo objetivo principal era “apoiar a universalização do acesso à internet em alta velocidade e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica”. Nesta lei, argumentava-se sobre a importância de implementar políticas de acesso à internet e tecnologia, especialmente em populações com vulnerabilidade socioeconômicas. No entanto, o que se observa na situação da substituição do caderno por notebooks é o não cumprimento desse dever, o que contribui para a persistência do problema.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição das dificuldades de se promover o investimento tecnológico na educação do Brasil. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar, por meio de palestras ministradas por profissionais especializados na área, com o objetivo de ensinar a importância da implementação da tecnologia no ensino da sociedade. Dessa forma, será possível formar uma sociedade mais avançada permeada pela efetivação dos direitos garantidos na Constituição de 1988.