A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 28/09/2022
A partir do século XXI, as tecnologias relacionadas à informática avançaram exponencialmente, facilitando processos e garantindo acessibilidade para seus utilizadores. Em contrapartida, no Brasil contemporâneo, percebe-se que essa conjuntura de progresso acarreta complexos desafios, como a substituição da escrita no papel pela escrita em aparelhos eletrônicos. Sendo assim, torna-se importante compreender as principais consequências dessa substituição: a dificuldade de memorização do conteúdo e a redução do foco nas atividades.
Diante desse cenário, cabe afirmar que a troca do meio de escrita é um impulsionador direto para problemas de memória. A respeito disso, cabe ressaltar que, segundo a Neurociência, o ato de escrever no papel exige maior recrutamento do hipocampo, área responsável pela memória e aprendizado, fazendo com que a informação escrita seja retida de forma mais eficiente. Em paralelo, sabe-se que a escrita em notebooks ou tablets, por apresentar uma mecânica mais rápida, podendo até mesmo copiar textos sem a necessidade de escrevê-los, faz com que não seja necessário esmero no conteúdo escrito. Dessa forma, ao realizar a total substituição do ato de escrever no meio físico para o digital, é factual a diminuição da capacidade de memorização do conteúdo pelo indivíduo.
Ademais, a problemática discutida também é um sustentáculo para a diminuição do foco. Isso porque, ao escrever em computadores e semelhantes, diversos programas e aplicativos estão à disposição do usuário, que pode utilizá-los simultaneamente. Além disso, essas feramentas, por serem mais atrativas e prazerosas, acabam se destacando em detrimento da escrita, que fica em segundo plano. Desse modo, ao escrever de forma digital, o usuário está mais propenso a se dispersar. Logo, a substituição do modo de escrita prejudica o foco do indivíduo.
Em suma, fica evidente que a substituição da escrita física para digital é um complexo problema. Assim, Cabe a Mídia alertar a população acerca dos malefícios cognitivos dessa troca, por meio de comerciais e ficção engajada, visando criar um povo mais instruído. Além disso, a Escola deve controlar a prática da escrita digital, através de regras de uso de determinados aparelhos, objetivando abrandar seu uso por seus estudantes. Dessa forma, a questão será atenuada.