A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 13/10/2022

Desde o início da Revolução Tecnocientífica, na metade do século XX até os dias atuais, a sociedade começou a depender e utilizar essa nova tecnologia no decorrer do seu cotidiano. O que levou a substituição de algumas ações; como as pesquisas nos livros, que agora podem ser realizadas em diversos websites, e também a substituição de cadernos físicos por notebooks e tablets. Porém, mesmo sendo uma forma mais prática e avançada, essas substituições em excesso ainda possuem malefícios para ser humano, sendo um deles, o atraso cognitivo.

Primeiramente, o filme Wall-E, lançado em 2008, pela Pixar, retrata um mundo totalmente tecnológico, porém, mostra também com os seres humanos ficaram completamente limitados, sedentários e com a mente preguiçosa, devido à troca, deles mesmos por robôs, para executarem suas próprias tarefas. Dessa mesma forma, ao abandonar cada vez mais, simples atividades, o indivíduo tende a continuar com esse comportamento, buscando sempre, na tecnologia, um jeito mais prático e fácil de fazer as coisas, causando uma dependência preocupante desses aparelhos, quando usados de forma exagerada.

No entanto, pesquisas realizadas pelo G1, apontam que a utilização dessa tecnologia durante as aulas, de maneira moderada, torna-las mais interessante e dinâmica, chamando atenção dos alunos através de novas atividades. Tal como o Kahoot!, que é um aplicativo de aprendizagem com quiz interativo, possibilitando que os alunos jogem, com seus colegas e com outras pessoas do mundo, enquanto aprendem. Mas, sem deixar de lado os métodos tradicionais, já que eles estimulam um melhor desenvolvimento cerebral e motor, quando lemos um livro físico e escrevemos à mão em folhas e cadernos, por exemplo.

Em suma, para que haja um uso adequado da tecnologia no cotidiano de todos, principalmente escolar, o Estado em parceria com o Ministério da Educação, deve organizar palestras nas redes de ensino, com objetivo de conscientizar os estudantes e os professores sobre o uso em exagerado dos aparelhos. Além de investir nas redes públicas, para que essa tecnologia alcance todos os estudantes, por meio da cooperação de cientistas da computação e da equipe pedagógica, visando conciliar os métodos atuais com os tradicionais.