A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 15/10/2022

Na realidade distópica de “Jogador nº1” o planeta foi destruido e recriado digitalmente sem limitações, permitindo que alunos “presenciassem” momentos históricos em seus mínimos detalhes, assim como, que qualquer detalhes fosse cobrado em provas, resultando em alunos em sala de bate papo, jogos e videos. Fora da ficção, o processo de desenvolvimento tecnológico esta levando as salas de aula a substituição do papel e caneta pelos celulares e notebooks, junto a eles suas infinitas distrações, mas será que apenas a tecnologia é a responsável?

Cabe ressaltar, primeiramente, que uma pesquisa da Universidade de Michigan sobre o uso de computadores para estudo em salas universitárias mostrou que, o uso de programas auxiliares a aula deixou mais de 60% da sala envolvida e sua ausência fez com que 3/4 se virassem com dificuldades de prestar atenção. Essa pesquisa também poderia mostrar outros dados referentes ao ensino atual, como: Nível de exigência do conhecimento e quantidade de informações a ser capitada, que desenvolve nos alunos ansiedade, tendo como recursos principal para seu alívio os meios digitais e isso independe de sua utilização para o aprendizado.

Ademais, cabe ressaltar ainda, que com o avanço da tecnologia, sabe-la utilizar como uma ferramenta de aprendizado e de auxílio, assim como, são os cadernos e livros e não apenas como modo de distração é essêncial para a formação dos profissionais do mercado de trabalho atual, que a cada dia esta mais imerso a técnologia como meio de agilização dos processos produtivos.

Portanto, os notebooks e tablets dentro da sala de aula não são o problema enfrentados pelos alunos ou um atraso evolutivo, sobretudo, sua ausência não impossibilita que outros processos de fulga surjam. Deste modo, é fundamental que se trate as causas que impedem a utilização correta do tablets e notebooks para o ensino, como a despreparação do aluno para aprendizagem e a ansiedade, por meio de programas de tutoria e acompanhamento psicológico oferecidos pelas instituições de ensino governamentais ou particulares, através de verbas públicas ou privadas, reservadas para educação, com a finalidade prover um ensino de qualidade, formando profissionais competentes e capapazes de não somente de desenvolver o conteúdo aprendido, como de se aprimorar dentro do mercado.