A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 20/10/2022

No filme “Mão Talentosas”, a mãe de Ben, faz com que ele e seu irmão escrevãm o resumo de um livro semanalmente, atitude que futuramente, se mostra um fator relevante para o sucesso acadêmico de ambos. Fora da ficção, é fato, que o hábito do estudo adequado é fundamental para o desenvolvimento educacional, principalmente, se este for feito de modo a não ter interrupções como com papel e caneta. No entanto, o avanço tecnológico faz com que tablets e notebooks sejam cada vez mais presentes nas salas de aula, e com eles todas as distrações que afetam o processo de aprendizado.

Cabe ressaltar, primeiramente, que uma pesquisa da universidade de Michigan, monstra que, 3/4 dos universitários que realizavam suas aulas por meio de tablets e computadores, relataram mexer em redes sociais e atividade não relacionadas com aprendizado. Tal situação, se deve a facilidade que tais tecnologias proporcionam para acessar os mais diversos conteúdos, juntamente com o incentivo das diversas notificações de mensagens, videos e notícias.

Ademais cabe citar ainda, que o rápido registro proporcionado pelas fotos trazem aos alunos uma falsa sensação de aprendizado. Segundo o educador Paulo Freire “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam estre si mediatizados pelo ambiente”. No caso do novo “ambiente” proporcionado pela tecnologia a mediatização do conhecimento não está ocorrendo, visto que, não há nos registros digitais a comunicação do aluno com ele próprio para inter-relacionar seu novo conhecimento, apenas palavras a serem decoradas.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de combater as distrações e falta de desenvolvimento educacional, provocado pelos aparelhos eletrônicos, que podem estar gerando um atraso cognitivo na população. Deste modo, o ministério da educação, em parceiria com entidades pedagógicas, devem fazer campanhas educacionais, sobre os malefícios do uso desorientado de celulares, tablets e computadores em sala de aula, por meio de campanhas midiáticas online, tornando-se assim capazes de atingir os jovens que fazem este uso indicriminado, a fim de garantir a formação adequada de novos profissionais para o mercado de trabalho.