A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?
Enviada em 21/10/2022
Graças aos avanços tecnológicos, muitos universitários optam pelo uso de um notebook para fazer suas anotações ao invés do caderno tradicional, pois facilita a organização de diferentes conteúdos de maneira simples e prática. No entanto, a funnção do caderno na vida estudantil é muito relevante e sua substituição por novas tecnologias, como tablets e notebooks, deve ser analisada, uma vez que os aparelhos eletrônicos tornam-se fontes de distração.
Em primeiro plano, a falta de atenção dos estudantes ocasionada pelo uso das tecnologias tona-se um problema dentro das salas de aula. Nessa perspectiva, uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa em Ensino e Aprendizagem da Universidade de Michigan mostrou que 75% dos alunos usaram os computadores para outras atividades, como redes sociais. Isso demonstra, portanto que o ambiente virtual, quando utilizado sem controle, não é benéfico, pois o educando é redirecionado para outros lugares que não estão relacionados ao seu desenvolvimento acadêmico, perdendo sua concentração.
Paralelo a isso, os alunos que usaram o notebook tiveram um resultado inferior ao daqueles que usaram o caderno, o que sugere que o uso excessivo dos computadores para realizar anotações é prejudicial à memória. Essa característica, por consequência, prejudica a capacidade de aprendizado e de compreensão dos alunos. Anotar à mão, apesar de ser mais trabalhoso, requer muito mais atenção no que está sendo dito ou apresentado em salas de aula. Por exemplo, ao usar o caderno o aluno é forçado a prestar atenção para que suas anotações tenham relevância e, de alguma forma, faz com que sejam criados atalhos e metódos que serão usados para resumir o que está sendo observado.
Pela observação dos aspectos analisados, é necessário que o Ministério da Educação procure bloquear, durante ás aulas o acesso a sites que não possuam a relação colm as disciplinas escolares; e as escolas não devem sobrepor as tecnologias aos antigos métodos de ensino, mas se integrarem à eles para melhorar a educação.